Thursday, January 22, 2009

Escrever (Nietzsche) (2)


Por que escrevo livros tão excelentes

“O pensar deveria ser ensinado como se ensina a dança, como um tipo de dança.”

Parece fatal a presença da música na obra de Nietzsche. A musicalidade permeia seu estilo. Estilo que vai perdendo a graça, o vigor e a força, à medida que vai sendo traduzido. Literalmente ou poeticamente traduzido. (Se faltasse a alguém razões para aprender alemão, Nietzsche seria mais que um bom motivo.) De acordo com seus biógrafos, Nietzsche padecia de fortes dores de cabeça; dores que limitavam sua produção escrita ao intervalo de, no máximo, algumas horas por dia. Daí, acreditam, vem a preferência do filólogo pela escrita em forma de máxima, provérbio ou aforismo. Entende-se também por aí, a aspiração de Nietzsche às alturas do olimpo das Escrituras e dos autores da Roma e da Grécia Antigas.


“É minha ambição dizer em dez frases o que alguém diz em um livro —
o que alguém não diz em um livro.”

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